Nós nascemos antes da televisão, antes da penicilina, antes da vacina Sabin, antes da comida congelada, da fralda descartável, do xerox, do plástico, das lentes de contato e da pílula.
Nós nascemos antes do radar, dos cartões de crédito, da fissão de átomos, raio laser e canetas esferográficas. Antes das máquinas de lavar pratos, secadoras de roupas, cobertores elétricos, ar condicionado e antes do homem andar na lua.
Nós casávamos primeiro e só depois morávamos juntos. Gente estranha, não?
Nós nascemos antes da produção independente de filhos, de berçários, da terapia em grupo, dos SPAS e dos Flats.
Nós nunca tínhamos ouvido falar em vídeo cassete, máquinas de escrever elétricas, vídeo games, computadores, “danoninho” e rapazes de brinco.
Nos nossos dias fumavam-se cigarros, “erva” era usada para fazer chá, “coca” era um refrigerante e “pó” era sujeira.
Embalo era como se faziam as crianças dormirem, “lambada” era chicotada, “fio dental” servia para higiene bucal e “malhar” era coisa de ferreiro.
Nós nos contentávamos com o que tínhamos.
Nós fomos a última geração tão boba a ponto de pensar que se precisa de um marido para ter um bebê.
Não é de se espantar que sejamos tão confusos e haja tamanha lacuna entre as gerações.
Mas nós vivíamos. Sim, nós vivíamos e continuaremos a viver apesar da próxima invenção.
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