quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Para todos que nasceram antes de 1945

Nós nascemos antes da televisão, antes da penicilina, antes da vacina Sabin, antes da comida congelada, da fralda descartável, do xerox, do plástico, das lentes de contato e da pílula.

Nós nascemos antes do radar, dos cartões de crédito, da fissão de átomos, raio laser e canetas esferográficas. Antes das máquinas de lavar pratos, secadoras de roupas, cobertores elétricos, ar condicionado e antes do homem andar na lua.

Nós casávamos primeiro e só depois morávamos juntos. Gente estranha, não?

Nós nascemos antes da produção independente de filhos, de berçários, da terapia em grupo, dos SPAS e dos Flats.

Nós nunca tínhamos ouvido falar em vídeo cassete, má­quinas de escrever elétricas, vídeo games, computadores, “danoninho” e rapazes de brinco.

Nos nossos dias fumavam-se cigarros, “erva” era usada para fazer chá, “coca” era um refrigerante e “pó” era sujeira.

Embalo era como se faziam as crianças dormirem, “lambada” era chicotada, “fio dental” servia para higiene bucal e “ma­lhar” era coisa de ferreiro.

Nós nos contentávamos com o que tínhamos.

Nós fomos a última geração tão boba a ponto de pensar que se precisa de um marido para ter um bebê.

Não é de se espantar que sejamos tão confusos e haja tamanha lacuna entre as gerações.

Mas nós vivíamos. Sim, nós vivíamos e continuaremos a viver apesar da próxima invenção.

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